Executivo Social-Democrata nega acusações de falta de transparência institucional na sequência da visita do Ministro Pinto Luz
No seguimento dos comunicados sobre o descontentamento dos autarcas do Partido Socialista e do Chega perante a falta de convite para acompanhar a vista do Ministro das Infraestruturas e Habitação ao nosso concelho, a Câmara Municipal responde e afirma que num “contexto de excepcionalidade” é “essencial distinguir com clareza dois planos diferentes: o da reflexão política e o da ação imediata”.
Num comunicado enviado à RCL, o executivo liderado por Orlando Carvalho explica que “as visitas do Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, e da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, tiveram um carácter urgente e operacional. Em ambos os casos, tratou-se de deslocações não programadas, por iniciativa dos membros do Governo”, para as quais não podia haver também acompanhamento da comunicação social. Perante esta situação, o executivo social-democrata afirma ter feito “aquilo que lhe compete: responder de forma imediata”, defendendo igualmente que em “situações de emergência, cada minuto conta — e essa é uma responsabilidade que recai, naturalmente, sobre quem assegura a gestão diária do município”.
O comunicado avança ainda que “é com estranheza que o Presidente da Câmara constata a comunicação efetuada, pelos vereadores do Partido Socialista e Partido Chega”, alegando que no passado dia 6 convidou toda vereação para informar da situação atual e dar a conhecer o Centro de Coordenação de Operacional Municipal.
O Executivo Municipal diz mesmo que “é falsa a acusação de falta de transparência institucional”, acrescentando que “a reunião técnica realizada com o senhor Ministro, com a IP-Infraestruturas de Portugal e os Serviços Técnicos da Câmara Municipal decorreu de forma transparente, franca e produtiva”.
O executivo social-democrata da Câmara Municipal garante que “mantém, como sempre, total disponibilidade para o diálogo institucional e para a colaboração construtiva e, assim o fará, como sempre, na próxima reunião do executivo municipal”. Mas reafirma que, “em momentos de crise, a prioridade absoluta tem de ser a ação pronta, eficaz e responsável — acima de ruído político, perceções ou leituras partidárias”.