Centro Hospitalar do Oeste contratou mais de 13 300 horas de Obstetrícia até final do ano

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O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) contratou, até final do ano, mais de 13.300 horas para a especialidade de Obstetrícia, em regime de prestação de serviços, mas sem garantias de conseguir assegurar completamente as escalas, informou o Ministério da Saúde.

A informação foi avançada em resposta a uma pergunta dos deputados do PSD eleitos pelo círculo de Leiria, na sequência da morte de um bebé após um parto por cesariana, no Hospital das Caldas da Rainha, a 8 de junho, quando a escala das Urgências de Obstetrícia se encontrava incompleta.

Na resposta aos deputados, o Ministério da Saúde refere que o mapa de pessoal do CHO dispõe de 10 médicos da especialidade de Obstetrícia/Ginecologia, “não sendo atualmente possível preencher as escalas de urgência” apenas com recurso a estes profissionais e sendo necessária a contratação de horas em prestação de serviços.

A escala de Obstetrícia no Hospital das Caldas da Rainha é composta por três médicos no turno de dia e outros três no turno da noite, “resultando numa necessidade de 28.280 horas anuais”.

De acordo com o ministério, o CHO consegue assegurar através dos seus profissionais 12 768 horas e tem que adquirir, anualmente, 13 512 horas em prestação de serviços. Na resposta a tutela recorda ainda que o CHO foi contemplado, em 2021, com uma vaga para esta especialidade, que não foi preenchida, e com uma vaga este ano, para a qual se encontra a decorrer o concurso.

Encontrando-se o CHO numa zona carenciada em termos de serviços médicos, foi ainda atribuído para este ano “um posto de trabalho com direito a incentivo de natureza pecuniária” nesta especialidade em que, segundo o Ministério, “já se encontram quatro médicos a receber incentivos, atribuídos em anos anteriores”.

Ainda na resposta aos deputados, e relativamente à morte do bebé no Hospital das Caldas da Rainha, o ministério lembra que estão a decorrer os processos de inquérito tutelados pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) e pelo Ministério Público, reafirmando a convicção anteriormente expressa pelo centro hospitalar de que é “prematuro” estabelecer, para já, “qualquer relação de causa-efeito” entre a morte do bebé e os “constrangimentos da urgência obstétrica”.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais de Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, tendo uma área de influência constituída pelas populações dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.